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TRT14 - Justiça do Trabalho oferece curso de Libras aos servidores, estagiários e terceirizados

11/11/2018

 

A Escola Judicial do Tribunal Regional do Trabalho da 14ª Região (Ejud14) promoveu o "Curso de Libras aplicado à Justiça do Trabalho" aos magistrados, servidores, estagiários e prestadores de serviços terceirizados. A primeira parte do Módulo I do curso foi realizada nos dias 11 a 21 de outubro na modalidade de ensino à distância (EAD) e nos dias 22 a 26 do mesmo mês, encerrado com aulas presenciais.

 

Com objetivo de oferecer um melhor serviço às pessoas surdas ou com deficiência auditiva, o curso é promovido com foco nas necessidades da Justiça do Trabalho, em especial no que se refere ao atendimento e esclarecimento de fases/informações processuais na área trabalhista.

 

Com a participação de 28 alunos entre servidores e terceirizados de Porto Velho/RO, bem como das Varas do Trabalhos de Pimenta Bueno/RO, Cacoal/RO, Ariquemes/RO, Ji-Paraná/RO, Colorado do Oste/RO, Rio Branco/AC, Cruzeiro do Sul/AC, Plácido de Castro/AC, Sena Madureira/AC e Epitaciolândia/AC.

 

Da teoria à prática

 

De acordo com a Ejud14, as aulas presenciais consistiram de uma dinâmica diferente, onde os alunos visitaram a 5ª Vara do Trabalho de Porto Velho e participaram de uma audiência (25/10), ocasião em que foi traduzida em libras. Os atos processuais foram minuciosamente detalhados pelo juiz Fernando Sukeyosi e a tradução aconteceu de forma simultânea. 

 

 

"A Língua Brasileira de Sinais ¿ Libras é reconhecido como meio oficial de comunicação no país. Toda sociedade tem o dever de promover a inclusão das pessoas com deficiência. Dentro dessa política de inclusão e acessibilidade, nós que atuamos no Judiciário temos o dever de assegurar o amplo acesso à Justiça. Por isso, foi com grande satisfação que recebi os alunos e professores desse curso em sala de audiência", ressaltou Sukeyosi.

 

A servidora da 1ª Vara do Trabalho de Ariquemes, Bianca Padilha, comentou a respeito da atividade e plano de curso. "É louvável a iniciativa da Escola Judicial de habilitar os servidores e trabalhadores terceirizados para comunicação através da Língua Brasileira de Sinais, Libras. O formato do curso facilita bastante o aprendizado, pois o aluno recebe a base teórica no módulo EAD e no módulo presencial aborda-se a prática", afirmou.

 

Bianca também ressaltou a importância de oferecer serviço de qualidade a todo público que procura a Justiça do Trabalho. "A influência e interpretação correta da Libras pelos que laboram na Justiça do Trabalho é de suma importância para atender o jurisdicionado surdo com a mesma qualidade ofertada aos ouvintes, garantindo, além da inclusão social, o acesso à justiça a todos, conforme determina a Constituição brasileira", comentou.

 

Haiti Silveira, servidora lotada na Secretaria de Comunicação Social e Eventos Institucionais (Secom), comentou a dificuldade que as pessoas com problemas auditivos encontram ao dirigir-se aos órgãos públicos. "Eu achei muito importante essa iniciativa do TRT em aplicar o Curso de Libras, preparando os servidores para atendimentos às pessoas com deficiência auditiva que encontram dificuldades de atendimento em órgãos públicos. 

 

As pessoas com deficiência auditivas têm ganhado espaço na sociedade, como por exemplo trabalhar em empresas, mas por conta da sua deficiência, muitas vezes tem seus direitos prejudicados por falta da comunicação. Por essa razão a importância de ter conhecimento sobre essa linguagem", destacou.

 

O Curso de libras aplicado à Justiça do Trabalho atende às exigências propostos na Resolução n. 218/2017 do Conselho Superior da Justiça do Trabalho (CSJT) que determina o uso da Língua Brasileira de Sinais ¿ Libras, no âmbito da Justiça do Trabalho de primeiro e segundo grau. A Resolução indica que pelo menos 5% (cinco por cento) do total de servidores e terceirizados sejam habilitados para o uso e interpretação dessa linguagem.  

 

 

Na sexta-feira (26) assistiram o filme A Família Bélier, exibido na 4ª edição do Cine & Virtudes. O filme retrata a vida de uma adolescence, Paula, que enfrenta  todas as questões comuns a sua idade.Mas sua família tem algo diferente: seus pais e seu irmão são surdos e é ela quem administra a fazenda e traduz a língua de sinais nas conversas com os vizinhos.

 

O Módulo II será realizado entre os dias 29 de outubro a 2 de novembro no formato EAD e nos dias 3 a 7 de dezembro de forma presencial. No total serão contabilizados a carga horário de 120 horas .

 

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Secom/TRT14 (Rayane Medeiros | Supervisão: Luiz Alexandre)

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